Vivendo fora 1

Vivendo fora

Em P40 por perdidoaos40Leave a Comment

Sempre fui fascinado pelo funcionamento do corpo humano pela inteligente e seu dinamismo, uma máquina perfeita que luta bravamente pela vida até o final, até a bomba que pulsa o sangue e a oxigenação parar de funcionar, sendo a última a desligar.

Vivendo fora 2

Ouvimos que o tempo esta passando rápido demais, nós mesmos falamos isso diversas vezes e isso acontece por falta de novidades, falta de aprender ou viver coisas novas. Caímos numa rotina e, por não ter nada de novo para criar, nosso corpo guarda a caixinha da criatividade no arquivo e vai executar outras tarefas, como respirar por exemplo.

Mas quando se vive fora o corpo passa a mudar as caixinhas de lugar e a criatividade é uma das que são requisitadas.

Tudo é novo, novos sabores, novos olhares, novas paqueras, roupas e estilos diferentes, os papos mudam, os sotaques também e você começa a achar graça no seu. Já assistiu o filme divertidamente? Imagine um dos personagens sentado na mesa de comando anotando as coisas novas que está vivendo, a felicidade sendo requisitada de mãos dadas com a tristeza, saudades de casa, o nojinho de algumas comidas. O tempo passa diferente e 1 mês parece que leva 1 ano para passar de tantas novidades.

O que no início parece incontrolável, a comparação, com o tempo passa apenas a ser mais um modo de fazer o mesmo macarrão. Nenhum é melhor, apenas diferente.

A imaginação aflora com força e pensamentos do tipo “eu poderia abrir um negócio igual do Brasil aqui” ou “poderia fazer isso lá” vão e vem o tempo todo.

Vivendo fora 3

Você esta fora da zona de conforto meu amigo, a caminha não estara pronta no final do dia para você e ninguém ira arrumá-la para você na manhã seguinte e você começara a usar músculos que nem sabia que tinha, como os que te fazem levantar a bunda da cadeira e ir até a cozinha lavar seu copo.

Recebo mensagens o tempo todo dizendo que sou corajoso por viver ou fazer o que faço, pessoas me dizem que vivo o que elas gostariam de viver, eu não gosto de pensar que é coragem e sim uma escolha, tinha um sonho e fui atrás dele.

Lembro quando ainda vivia no Brasil com meus pais, minha mãe queria que eu fizesse administração e eu queria fazer publicidade, usar a criatividade, pois eu andava pelas ruas trocando as propagandas que via nos outdoors com a mente, achava graça naquilo e viver num ambiente de criação mexia comigo, mas a opinião da minha mãe tinha peso e eu fiquei triste uns dias até que ela percebeu. Cheguei do trabalho em casa e meu pai desligou a TV para falar comigo, pensei ser algo extremamente sério, meu pai desligou a TV, OMG. Eles queriam saber o motivo da minha tristeza, falei sobre a escolha do curso e minha mãe riu.

– Filho eu sugeri, não estou te obrigando, lembre-se que quem irá viver isso o resto da vida será você e não eu, faça o que te traz felicidade.

Ahhh entendi, não fiz nenhuma das 2 mas realizei muito mais.

Vivendo fora 4A decisão no final é sempre nossa, gostamos de culpar o mundo por estarmos tristes, é mais fácil.

Minha vontade maior era viver o que vivo e por isso quem me encontra por aí percebe a minha felicidade. Fiz a escolha certa, a coragem ajuda sim, pois é preciso enxergar o medo pelos 2 lados. O medo do desconhecido, de largar a segurança que já criamos e partir para algo que não se sabe o que é, por outro lado, o medo de ficar onde estamos, já sabendo onde iremos chegar, salvo algumas alterações do percuso.

A curiosidade também ajuda, de saber como será, a expectativa de ser algo legal e bom e que com todas certeza nos fara crescer.

Viver fora foi a forma que escolhi de experimentar situações que jamais viveria se não tivesse saído do lugar.

E, no meu caso, a felicidade é tocável e estava há uma decisão de distância.

Essa distância é você quem ira determinar.

Perdido aos 40

 

 

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